sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Mandatário Tricolor em apuros

O caso José Carlos de Miranda poderá ser resolvido no próximo dia 26 de fevereiro, às 19h, na sede social da Kennedy, quando os conselheiros paranistas decidirão pela punição ou absolvição do ex-presidente. São esperados 150 conselheiros, dos 400 existentes, para a segunda reunião do conselho.
Miranda recebeu acusações no dia 15 de outubro de 2007, quando foi flagrado em gravações de áudio, dando conta de sua participação nas transações de Cristian, Eltinho e Thiago Neves – o Paraná venceu o caso Thiago nos Tribunais e o Fluminense depositou R$ 2,337 milhões nas contas do Paraná, para liberação do atleta - e de outros atletas, e consequentemente se beneficiando de parte dos valores das negociações. O ex-presidente confirmou que houve negociações não contabilizadas no cofre tricolor, na época, mas negou benefício próprio.
Outra acusação contra o ex-dirigente aponta o recebimento de verbas de empresários para que realizasse negócios “não catalogados” no clube. Indícios apontam que o valor foi depositado em suas contas pessoais, e usado na campanha de reeleição, no pagamento de bichos e gorjetas; novamente os valores não foram contabilizados nos cofres tricolores.
Dois dias após as acusações, o ex-gestor se afastou, alegando problemas médicos e para que não se expusesse mais na mídia, na defesa das acusações. Na sua vacância, designou José Domingos à frente da presidência, mas o conselho não permitiu a posse. Assim, Aurival Correia, no cargo de vice de finanças, foi empossado interinamente no cargo. E no dia 7 de Novembro Aurival foi eleito pelo colégio eleitoral, conforme regimento interno, e assumiu no início de 2008 a figura de presidente paranista.
Agora quatro meses depois, a reunião pode definir se Miranda se beneficiou de verbas não contabilizadas durante sua gestão na instituição, nas acusações de corrupção e apropriação indébita. A primeira reunião da comissão de conselheiros, para julgamento do caso, foi no dia 18 de dezembro, adiada em razão de dois conselheiros que não concordaram com o relatório e pediram um tempo para avaliar o caso.
Se Miranda for considerado culpado, três penas podem ser impostas na acusação (afetar a imagem do clube, sem usufruto de valores), advertência por escrito, suspensão por um ano do conselho, ou exclusão do quadro associativo. Se culpado, Miranda pode recorrer da condenação em uma assembléia de sócios ou partir para a esfera cível (Justiça).
O ex-mandatário mantém serenidade e tranqüilidade quanto às acusações, dizendo que será absolvido, e cita que a polêmica surgiu graças ao empresário Luiz Alberto Oliveira, proprietário da L.A. Sports e mediante Vavá Ribeiro, atual vice de futebol.
Na época, empresários da empresa de representação esportiva microfilmaram um cheque e apresentaram vídeos. Um cheque nominal, com o valor de cerca de R$ 16 mil, e outros dois comprovantes de depósitos avaliados em R$ 15 mil e R$ 5 mil. E dois vídeos foram divulgados, o primeiro mostrava o ex-mandatário recebendo um cheque, e no segundo apenas um encontro entre os empresários. Miranda se diz vítima de chantagem, e que as acusações são improcedentes.
É de notório conhecimento no meio esportivo, que o Paraná, como de praxe, aceita somente cheque administrativo nominal ao clube, para que o valor depositado nas contas da instituição não seja confiscado pela Justiça, para pagamento de dívidas trabalhistas. Assim, fica guardado nos cofres tricolores.
Agora o desfecho da comissão de investigações do Paraná Clube será divulgado, se não adiado, no dia 26 de fevereiro.

Fonte de Auxílio: Gazeta do Povo

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