Os finalistas do Campeonato Paranaense foram decididos neste domingo, em duas partidas eletrizantes. O Coritiba bateu o Paraná Clube, na Vila Capanema, por dois a zero, e avança na competição. O Alviverde enfrentará o Atlético, que eliminou o Toledo apesar da derrota sofrida em Toledo. O primeiro confronto será realizado no próximo domingo, na Arena da Baixada. O Atlético leva vantagem de decidir a última partida das finais em sua casa. A expectativa por um Atletiba era grande. Uma decisão como essas não ocorre desde 2005, última vez em que as equipes se enfrentaram em uma final da competição.
Paraná 0 x 2 Coritiba
Decidido em detalhes. Essa foi a tônica da partida, e resume o confronto decisivo entre Paraná e Coritiba. Em um duelo de tensão, a superação técnica e equilíbrio foram elementos preponderantes para a vitória Alviverde por dois a zero. O placar coloca o time do Coritiba na final do Campeonato Paranaense.
Primeira Etapa
O Coritiba entrou em gramado tranquilo e com a vantagem de poder perder na Vila Capanema, por um a zero, que estaria classificado. Mas segurar o ímpeto e a empolgação do elenco foi difícil. Uma semifinal deixa os "nervos a flor da pele", e não foi diferente nesse segundo clássico.
A proposta inicial do Paraná era pressionar o time do Coritiba e marcar o gol inaugural logo no início da partida. "A nossa estratégia inicial era fazer um gol com 15 ou 20 minutos de jogo", disse o treinador do Paraná, Paulo Bonamigo. Já o Coritiba previa uma agressividade paranista, e se fechou inicialmente, explorando os contra-ataques. Mas, o Alviverde pecava na qualidade de saída de bola, e aos poucos sofria constantes pressões do time da Vila. E, com a contusão de Marcos Tamandaré, aos cinco minutos, a dificuldade se tornou maior. Entretanto, Pedro Ken supriu bem a ausência do lateral, por já ter atuado na posição, e se tornou peça fundamental para a vitória alviverde. "A entrada do Pedro foi fundamental para a equipe. Foi a melhor apresentação dele pelo Coritiba", ressaltou o treinador do Coritiba, Dorival Jr. A situação se tornou mais dramática para Dorival quando perdeu Leandro Donizete, que levou um carrinho do zagueiro João Paulo do Paraná. A pancada resultou na segunda substituição alviverde. A preocupação era evidente se Rodrigo Mancha iria render tão quanto o titular.
A ansiedade em marcar o primeiro tento, fazia o Paraná deixar espaços que o Coritiba aproveitava e armava contra-ataques que levaram perigo ao gol de Fabiano Heves. E, em um desses erros, Carlinhos Paraíba recebeu de Keirrison e invadiu a área, mas deixou a bola rolar, permitindo a fácil intervenção do goleiro tricolor.
Se as marcações sobre Giuliano e Keirrison não permitiam que os jogadores se sobresaíssem durante o primeiro tempo. Qualquer descuido sobre eles, poderia ocasionar o "golpe fatal". Quando o trio de zagueiros paranista estava todo amarelado - Nem, Daniel Marques e João Paulo -, a preocupação do técnico paranista se tornava visível e houve razão. Pois, em uma jogada formidável, Keirrison lançou Pedro Ken, este retribuiu com um toque sútil para Keirrison ficar cara a cara com Fabiano Heves. O K9 só teve o trabalho de tocar rasteiro no canto direito e esperar a bola entrar chacoalhar a rede tricolor. O gol aos 44 minutos deu tranquilidade e foi fundamental para o desequilíbrio do time paranista durante o segundo tempo.
Segunda Etapa
Na volta do intervalo, Bonamigo sacou Araújo para a entrada de Rodrigo Pimpão. O placar desfavorável fez o Paraná voltar com disposição e visando alcançar o gol de empate logo na saídade bola. E durante sete minutos, os expectadores na Vila Capanema puderam presenciar um "abafa" de um time guerreiro contra o Coritiba. O gol não aconteceu pelas brilhantes defesas de Édson Bastos e pelos arremates errados ao gol coxa-branca.
Enquanto o Coritiba se preservava no setor defensivo, o Paraná buscava o gol a todo custo. Porém, os arremates sem pontaria e a ansiedade tomaram conta do elenco paranista. A virada parecia improvável, como foi. E a situação ficou pior, pois aos 15 minutos na cobrança de escanteio, o zagueiro Nenê escorou de cabeça para Keirrison cabecear, no rebote o atacante artilheiro do estadual com 17 gols, marcou o segundo alviverde. O desânimo da torcida tricolor e da equipe em campo, que nem recebia apoio da geral, era evidente. "Sofremos o segundo gol, mas não pensamos em desistir", disse Fabiano Heves. E, aos 31 minutos, Daniel Marques foi expulso após fazer falta em Marlos. A expulsão foi um"golpe fatal", e a derrota era certa.
O Coritiba ganhou mais espaço e a torcida alviverde ensaiou um "olé" em plena Vila Capanema. E a alegria se tornou maior ao final do jogo, com apito de Evandro Rogério Roman, que teve uma arbitragem irrepreensível. Bonamigo ao final da partida, destacou que o adversário foi melhor, "no segundo tempo, pela aplicação do Coritiba, eles souberam aproveitar". Aos paranistas, resta a Copa do Brasil, o primeiro jogo contra o Internacional por dois a zero, teve vitória tricolor na Vila. Na quarta-feira, o Paraná pode perder até por um gol que estará classificado para a próxima fase do torneio nacional.
Vestiários
Paraná:
Bonamigo salientou que faltou controle emocional, o que é fundamental em um clássico. E ressaltou que o grupo está trabalhando no limite. "Esse grupo está trabalhando no limite. E quando você perde jogadores como Luiz Henrique, Cristian e Jumar fica difícil".
"É sofrível uma eliminação precoce, do meu ponto de vista, mas entramos sem várias peças e a agressividade que precisavamos ter", disse Durval de Lara Ribeiro, o Vavá, presidente do Paraná.
Coritiba:
"Eu fiquei satisfeito com a reação dos jogadores dentro de campo", disse Dorival. "O Coritiba está crescendo, buscando a evolução. O grande problema era ter tempo pra trabalhar. Essas duas últimas semanas conseguimos", frisou Junior.
E destacou que o grupo procurou uma união e se qualificar dentro da própria competição, os obstáculos foram superados e destacou que na partida de hoje, o grupo conseguiu se superar.
Sobre uma possível vinda de Tcheco, que está retornando da Arábia, e de Guaru do Toledo. O diretor técnico do Coritiba,Homero Halila, disse: "O Tcheco é um ídolo, passou por aqui, é um jogador que interessa, mas no momento não têm nada sobre a vinda de Tcheco e de Guaru".
Toledo 1 x 0 Atlético
Como estava assistindo o jogo do Paraná Clube e Coritiba, eu me valho dos comentários dos cronistas esportivas e repórteres dos clubes que estavam presentes no estádio.
O Atlético iniciou bem a partida, e sufocou até os 15 minutos iniciais, utilizando-se de lances de cruzamento pelas pontas. Essa arma foi utilizada bastante, porém com algumas escoradas por cima do travessão e outras fracas para o goleiro Oliveira, não surtiram o efeito desejado pelo time rebro-negro.
Mas, com volúpia o Porco equilibrou a partida e começou a levar perigo para o gol de Vinicius, alguns lances isolados de arremates de fora da área, representaram bem o andamento da primeira etapa. Se não foi nenhum primor de técnica, ao menos a ousadia sobressaiu e agradou aos dois técnicos.
O Toledo tinha o apoio de quase 15 mil torcedores, no XIV de Dezembro, esse fator influenciava e o time buscava incenssantemente a marcação do primeiro gol para dar mais tranquilidade ao time na busca do seguinte.
O Atlético por sua vez, tinha a seu favor o critério de poder perder até por um gol de diferença, o que não houve. O rubro-negro teve dois gols anulados pela arbitragem, corretamente. No demais, foi um time com grande poder de criação e marcação, mas de pouca finalização. E aos 47 minutos, em uma linda jogada, o lateral-esquerdo Guaru driblou dois marcadores do Atlético e desferiu um golpe violento, certeiro na meta de Vinicíus, que saltou e observou a bola entrar. O gol do Toledo, se tardio, concedeu um reconhecimento de todos ao time do Oeste. O Porco atuou 11 vezes em seu estádio, conquistando 10 vitórias e apenas 1 empate, restrospecto destacado pelo elenco e treinador Rogério Perro.
Com o resultado, o Atlético enfrenta em duas partida o Coritiba. O primeiro jogo será no Alto da Glória.
Abs,
Gabriel