sábado, 5 de abril de 2008

"Futebação 05-04-08"

Fim da proposta tecnológica

Um estudo tecnológico que gerava controversas no mundo todo foi finalizado. A tecnologia que iria ser empregada nas bolas de futebol, para verificar se a bola passou a linha de meta, avisando que o gol aconteceu, foi abortada pela Fifa. Segundo Brian Barwick, chefe-executivo da Federação Inglesa de Futebol, a idéia está morta. "Nós estamos muito desapontados. Nós somos à favor do uso da tecnologia na linha do gol. Mas agora ela está morta de vez. Não haverá mais experiências e elas não voltarão à pauta no próximo ano -ou em um futuro próximo”, disse.
Os árbitros seria auxiliados pela implantação da tecnologia nas bolas? Isso gera controvérsias, mas o que é certo que uma nova experiência deve ser implantada, a inclusão de árbitros assistentes adicionais – dois a mais, além dos bandeiras, que seriam colocados atrás dos gols. Jerome Valcke, secretário geral da FIFA, disse que as experiências com os árbitros assistentes adicionais serão feitas em torneios da UEFA ou da FIFA ainda este ano. A International Board vinha considerando dois sistemas tecnológicos: uma bola "inteligente" com um microchip, desenvolvida pela Adidas e pela companhia alemã Cairos, e uma solução baseada em câmeras, projetada pela Hawkeye, companhia que já faz esse tipo de trabalho em jogos de tênis e de críquete.
A International Board, fundada em 1886, determina as regras do jogo e é composta de quatro delegados das associações britânicas de futebol e de quatro que vêm da FIFA. As propostas precisam de maioria de três quartos dos votantes para serem aprovadas.
Em outra decisão, a International Board concordou em padronizar as dimensões do gramado utilizado para jogos entre seleções na medida de 105 x 68 metros.O presidente da FIFA Joseph Blatter há muito tempo vem se posicionando contra o uso da tecnologia, mesma posição da Associação de Futebol do País de Gales. "Nós acreditamos que o futebol é um esporte jogado por seres humanos, é um jogo com uma face humana e havia um sentimento que isto (a tecnologia) iria atrapalhar o andamento do jogo”, disse o secretário geral da Associação de Futebol do País de Gales, David Collins.
Abraços,
Gabriel Bozza

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