sábado, 12 de abril de 2008

"Mais Pequim 12-04-08"

Ban Ki-moon pode não comparecer na abertura das Olimpíadas
Por Gabriel Bozza e Agência Estado

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alegando problemas em sua agenda, pode ser mais um que não comparecerá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, no dia 8 de agosto.
"O secretário-geral falou com o governo chinês há alguns meses e não deve estar em condições de aceitar o convite para participar deste evento, que é muito importante, devido a problemas em seu calendário de atividades", disse a porta-voz Marie Okabe.
Os conflitos dos chineses com o Tibete têm feito líderes de todo o mundo colocarem em dúvida sua participação no evento, aumentando a lista de autoridades que se ausentarão na abertura da competição poliesportiva.
Anteriormente, o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, informou que não irá, também alegando problemas de agenda. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy já mostraram a intenção de não participar.
E o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush tem sido pressionado por congressistas e pelos democratas Barack Obama e Hillary Clinton - pré-candidatos à Casa Branca - para não ir à China.
Segundo Marie Okabe, Ban Ki-moon pretende fazer uma visita de longa duração à China, ainda neste ano, em vez de ir ao país apenas para a abertura dos Jogos Olímpicos.

COI admite crise

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, confirmou ontem que o movimento olímpico vive uma “crise”, após os inúmeros casos de protestos durante a passagem da tocha olímpica pelo mundo. Entretanto, descartou a hipótese de suspender a corrida de revezamento.
Os protestos contra o governo chinês, a favor dos direitos humanos na China e contra a ocupação no Tibete, estão surgindo em todos os cantos do planeta. Os maiores incidentes foram em Londres e Paris.
“É uma crise, não há dúvidas”, admitiu Rogge, durante reunião do Comitê Executivo do COI, em Pequim. “Mas já superamos tormentas piores”, completou o dirigente, lembrando do atentado terrorista na Olimpíada de Munique, em 1972, e também dos boicotes nos Jogos de 1976, 1980 e 1984.
Rogge, no entanto, garantiu que a hipótese de suspender a viagem da tocha, como estava sendo cogitado por alguns membros do COI, está descartada. “Isso definitivamente não está nos planos”, avisou. “Estamos estudando melhoras no trajeto, mas não se discute interromper ou trazer diretamente para Pequim.”
O COI estuda criar uma cartilha de comportamento para os atletas, para evitar futuras manifestações.

Fonte: Agência Estado

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