quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Baile Rubro-Negro

O jogo desta noite, em plena quarta de cinzas, foi antecipado e válido pela décima quarta rodada do Paranaense. O Atlético manteve seu aproveitamento de 100% no Paranaense e conquistou a nona vitória consecutiva, vencendo o Paranavaí por 4 a 0, na Kyocera Arena. Caso atinja, mais duas vitórias a equipe atinge a campanha memorável do time de 1949, que deu o apelido de Furacão ao Atlético.
A equipe atleticana mostrou estar num patamar acima dos demais clubes. E, durante os 90 minutos, mostrou estar bem na parte tática, técnica e física, e ser uma equipe multidisciplinar.
No único jogo da noite, o Atlético demonstrou sua superioridade sobre a fraca equipe do Paranavaí. O Vermelhinho de Paranavaí mostrou valores individuais como o artilheiro Clênio – que divide a artilharia com 8 gols, ao lado de Marcelo Ramos, e o seu companheiro de ataque, Edu Brasil – irmão de Mozart, ex-jogador coxa-branca e chara da figura carimbada e cronista esportivo, da Rádio Banda B.

Primeira Etapa

A equipe atleticana demonstrou qualidade e velocidade nas jogadas. No primeiro minuto de partida, o Atlético saiu na frente. Num levantamento na área, o goleiro saiu mal e, Marcelo Ramos tocou para o fundo das redes do Paranavaí. O Vermelhinho bem que tentou, com quatro minutos de partida, o ACP já tinha seu terceiro escanteio a favor. Mas, com a pressão exercida pelo elenco atleticano, a vitória atleticana seria inevitável.
O Paranavaí jogando no esquema 3-5-2, bem armado pelo treinador Itamar Bernardes, buscava anular as principais jogadas atleticanas. Foi eficiente até o momento em que o trio de zagueiros do Vermelhinho estava amarelado e não conseguia mais suster a pressão atleticana.
E numa roubada de bola de William, o jogador tocou para Marcelo Ramos que com um passe preciso retribuiu o armador que marcou o segundo tento rubro-negro. E mostrando sua superioridade, com toques envolventes, chegou ao terceiro gol, aos 34 minutos. Marcelo Ramos recebeu um passe de William, retribuindo a jogada do gol anterior, e ingressou na área finalizando por baixo do arqueiro.

Segunda Etapa

Na segunda etapa, o Atlético iniciou administrando o placar elástico produzido no primeiro tempo. Porém, William queria mais, e logo aos 5 minutos meteu debaixo das pernas de Rogério Marconato – que pelo Santos, sofreu aquele gol antológico de Marcelinho Carioca, quando foi chapelado –, e sofreu a falta. Como o “beque” do Vermelhinho já tinha levado o amarelo na primeira etapa, deveria ser a expulsão. E o árbitro José Ricardo Stolle foi conivente, e durante toda a partida estava inseguro e marcava incorretamente vários lances.
E o único lance de perigo do ACP foi aos 18 minutos, quando Vander que acabará de entrar mandou na trave do goleiro Vinicius, após a saída de Clênio do gramado.
E aos 26 minutos, o Atlético decretou o quarto gol rubro-negro. Netinho cruzou pela esquerda, e William subiu de cabeça pra fechar o marcador.
A quarta de cinzas não poderia ser melhor ao Atlético. E com o apito final do árbitro, a festa foi geral na Arena. Com o resultado, o Atlético mantém uma invencibilidade de nove jogos. Caso conquiste mais duas vitórias, igualará à campanha memorável do time de 1949, que deu o apelido de Furacão a equipe.

Análise

Mesmo com a seqüência de vitórias, Ney Franco conscientiza e alerta a todos que o elenco têm muito a evoluir na parte física, técnica, tática, dizendo que estão jogando o suficiente pra passar dessa fase da competição. Mas, as vitórias seqüenciais geram uma autoconfiança ao elenco.
Sobre William, o treinador mostra-se otimista, dizendo que o trabalho se bem feito, renederá a firmação do jogador no elenco principal. O jogador estava treinando em separado do elenco e seria negociado, mas Ney quis contar com o atleta e, domingo terá a oportunidade de atuar, novamente na Arena, contra o Londrina, pela terceira vez. A persistência e a evolução técnica diferenciam o jogador para atuar entre os onze titulares.
William, o substituto de Ferreira – negociado com o futebol árabe, tenta garantir sua posição entre os titulares. Enquanto, Marcelo Ramos (que prorrogou seu contrato, hoje, até o final da temporada de 2008), o artilheiro do estadual, com Clênio do Paranavaí, garantiu sua firmação na equipe e espera ter uma seqüência de jogos, além de continuar marcando gols, mantendo essa performance. Aliado a tudo isso a estrutura do clube faz com que essa vantagem sobre os concorrentes prevaleça ressalta o elenco rubro-negro.

Nota:
O Paraná Clube dispensou Saulo de Freitas após uma péssima campanha neste Paranaense. Ele assumiu a equipe paranista antes do término do Campeonato Brasileiro de 2007. E, sempre questionado pela forma como o time estava atuando, sem um padrão tático assumido, não agüentou a pressão. Ele assumiu em 2007 uma equipe fraca tecnicamente, mal fisicamente e abalada psicologicamente. Saulo de Freitas foi o quinto treinador paranista na temporada passada. E nesta temporada, ele é o quinto treinador demitido na competição estadual.
Renato Secco, preparador de goleiros será o único da comissão técnica que permanecerá, os demais serão dispensados.
O treinador Paulo Bonamigo nega, mas deverá ser apresentado amanhã (7), às 14h , na Vila Capanema.

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