quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A transparência e idoneidade seguem na FPF

O empresário Aristides Mossambani, vice de Onaireves Moura na gestão de 2004, impetrou um mandado de segurança na tentativa de assumir a presidência da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Alexandre Chemim, advogado de Mossambani alega que apenas Moura deveria ter sido afastado de imediato da entidade e o seu cliente deveria ser mantido. Chemin disse que se a ação fosse favorável ao empresário, este convocaria eleições imediatas e não assumiria o posto da presidência.
Mas o jogo político de regresso a entidade foi inútil. O juiz substituto em 2º grau, Luis Cezar Nicolau, negou a liminar de Mossambani que pede um interventor – Paulo César Silva, provavelmente, atual observador da arbitragem paranaense – na entidade e alega que o atual presidente, Hélio Cury, usaria uma manobra judicial para agarrar-se ao poder. O juiz Nicolau diz que não há urgência para a saída do presidente atual, mas afirma que o conteúdo do mandado não foi apreciado, dependendo de futura análise do Tribunal de Justiça.
O denunciante contesta e alega que não foi ouvido quando da saída de Moura e que não teve direito a defesa quando a juíza da 9º Vara Cível de Curitiba, Denise Antunes, destituiu toda diretoria que foi empossada com Moura, sentenciando toda chapa de Moura como inelegível, na época.
Cury, íntegro e idôneo, não tomará nenhuma atitude referente a um “golpe de estado” como alegam os recorrentes, que daria a ele o benefício de uma prorrogação de mandato – com isso a continuidade do trabalho a frente da entidade – e respeitará o caderno de eleições, previsto no estatuto da FPF. Cury já determinou, inclusive, que o voto será sigiloso, em abril, quando das eleições para escolha da nova presidência da FPF e caso dê continuidade será com seus méritos, já que a gestão empossada avalia e realiza um balanço do déficit deixado por Moura e sua turma. A terceira troca de presidentes não resolveria, só atrapalharia. O meu ponto de vista é de que Hélio Cury segue com sua transparência, servindo aos clubes e não se servindo deles.

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