sábado, 9 de fevereiro de 2008

Jogo de Detalhes

O confronto de número 83 entre as equipes foi benéfico para o Paraná, pois o time paranista derrotou o Coritiba e espantou a crise que rondava os lados da Vila Capanema.
Nervos acirrados, clima de tensão, instabilidade das equipes e a possibilidade de crise foram os ingredientes deste clássico paranaense.
Agora os números oficiais apontam igualdade, sendo 29 vitórias alviverdes e outras 29 tricolores, além de 25 empates. Atingindo 111 gols favoráveis ao Tricolor e 100 para o lado alviverde.
E o Paraná quebrou o tabu de não vencer a equipe alviverde, desde 19 de fevereiro de 2006.
E no confronto entre os treinadores agora o placar está desempatado e favorece Paulo Bonamigo. Ele enfrentou Dorival Jr. como treinador pela terceira ocasião. E pelo Goiás no ano passado, derrotou o Cruzeiro, no jogo de ida em Goiânia, por 2 a 0. E no jogo da volta, no Mineirão, perdeu por 1 a 0. E hoje, desempatou em 2 a 1, a seu favor.
Bonamigo, comandando o tricolor pelo Paraná Clube contra o Coritiba, equilibra os pontos. Sobre seu comando, o Paraná atinge o número de três vitórias, duas derrotas, e um empate.
Nos bastidores da partida, pós-jogo, Dorival reclamou da arbitragem e ressaltou o rigor de Heber Roberto Lopes. Pois, segundo ele, o jogador Nenê não mereceria receber o segundo amarelo e a conseqüente expulsão. Apesar das desculpas do treinador pela inconstância da equipe, ele segue com credibilidade perante à direção. Agora Júnior amarga sua segunda derrota em clássicos. Anteriormente foi derrotado por 2 a 0 pelo Atlético Paranaense. E agora sofreu o 1 a 0 do Paraná.
Todavia, o técnico alviverde pede mais um tempo para os torcedores. E diz que a equipe está cumprindo estágios, e eles não podem ser queimados.
No lado paranista, Bonamigo ressaltou a persistência dos jogadores e apontou a objetividade da equipe como fundamental para a vitória na partida. E, segundo ele, essa vitória acelera o processo de evolução e desenvolvimento do futebol da equipe. Mas ressaltou o trabalho feito por Saulo de Freitas e o preparador físico Fabiano Rosenau, demitidos na quarta-feira à noite. Já no campo motivacional, Bona disse que deu esse ingrediente que faltava e que surtiu efeito durante o clássico.
O jogador Goiano disse que os primeiros minutos foram bem disputados, mas que o Paraná achou o jogo correto e mereceu a vitória. E ele espera continuar entre os 11 titulares do tricolor, na próxima partida.
O Paraná enfrentará pela Copa do Brasil, o Trem da Paraíba, no Estádio Glicério Marques, em Macapá. Já o Coritiba enfrentará o Tuna Luso, do Pará, no estádio Mangueirão. As duas partidas serão realizadas, às 20h30, na quarta-feira.

Primeira Etapa

O duelo foi acirrado na primeira etapa. Mas, o Paraná Clube iniciou melhor a partida, com mais posse de bole, buscou jogadas pela esquerda com Daniel Cruz que fez diversos cruzamentos e arremates ao gol. E aos 12 minutos quase aconteceu um golaço, quando Jéfferson matou no peito e tentou de bicicleta. A partir dos 15 minutos o Coritiba começou a equilibrar a partida, o garoto Henrique Dias bateu de fora da área, mas o chute não levou perigo ao gol paranista. Em seguida, Marlos invadiu a área e tentou um toque de primeira por cobertura, perdendo uma ótima oportunidade de abrir o placar. Aos 25 minutos o Coritiba armava jogadas que levavam perigo ao gol paranista, e o jogo ficou muito produtivo de ambas as partes. Em um jogo muito disputado, com velocidade, disposição e técnica de ambas equipes, qualquer vacilo poderia resultar em um gol. Mas não foi isso que ocorreu no primeiro tempo. O Coritiba jogou num 4-4-2 e o Paraná num 3-5-2, equilibrando a meia-cancha.

Segunda Etapa

O Paraná passou a atuar com dois zagueiros somente. Passando seu esquema para o 4-4-2, igualando a proposta tática de Junior. Mas o Paraná teve uma melhor performance após a modificação, e com a expulsão correta de Nenê, do Coritiba. O Paraná iniciou a pressão e bastou 4 minutos para que conseguisse o gol da vitória. Aos 35 minutos, o garoto Giuliano aproveitou uma bola espirrada e de fora da área desferiu um chute violento, que teve desvio da zaga alviverde e entrou nas redes de Edson Bastos. A partir daquele momento o Paraná passou a marcar e administrar a partida. E aos 47 minutos, com o apito do árbitro e o final da partida, os torcedores tricolores festejaram, para o que pode ser o redirecionamento das atenções para a busca de resultados positivos e continuos. E se, um lado saiu feliz, no Durival de Britto - com um público total de 9.568 torcedores -, o outro deve corrigir os erros e soar um sinal de alerta para que a crise não se instaure.

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