sexta-feira, 9 de maio de 2008

"Série B - Paraná 0 x 1 Avaí"

Olá, amigos!
“Hoje foi uma noite em que não conseguimos produzir”, a frase de Bonamigo expressa o revés paranista no jogo de estréia do Paraná Clube, na Série B, na noite fria na capital. A falta de atitude culminou com a vitória do Avaí por 1 a 0, na Vila Capanema, e frustrou os torcedores que prestigiaram e incentivaram o clube paranaense no confronto sulista. O tricolor não traduziu as poucas criações de jogadas em gols e as imprecisões nas conclusões dificultaram ainda mais as pretensões.
O problema começou antes do apito inicial do árbitro. Paulo Bonamigo promoveria a estréia do volante Agenor, que veio do Brasiliense, mas uma liminar barrou a escalação do atleta. O motivo foi o desvinculo, considerado irregular, com o Brasiliense.
Logo aos 7 minutos a frustração aumentou, quando Jefferson Silva recebeu um passe na ponta esquerda e desferiu um chute cruzado, que acertou o ângulo de Fabiano Heves. O gol de Jeff Silva, ex-atleta coxa-branca, foi o primeiro gol da Série B.
Após o gol, o jogo ficou muito marcado, e houve perda de ritmo em campo de ambas as equipes. O Paraná na tentativa da correção de falhas táticas, e o Avaí postado no sistema defensivo, explorando a marcação e retendo a bola.
A última tentativa do Paraná, antes do intervalo, ocorreu no cruzamento de Felipe Alves, porém Giuliano cabeceou próximo da meta de Eduardo Martini, tirando o último suspiro dos torcedores do tricolor.
No retorno do intervalo, o Paraná promove a entrada de Clênio, na tentativa de encorpar o time e aumentar o poderio de conclusão. Mas, o time de Bonamigo deixava espaços e, num vacilo da zaga paranista, Vandinho tocou para o lateral Arlindo que invadiu a área e chutou pelo lado de fora das redes.
O Paraná pressionou e criou boas oportunidades, mas a falta de qualidade da equipe no início de competição se tornou visível. E a jogada de Pimpão foi um dos melhores lances da segunda etapa, quando tocou para Felipe Alves que retribuiu Clênio. O atacante girou e arrematou, conseguindo o escanteio.
O jogo fraco tecnicamente, caiu em produtividade e os treinadores percebendo as dificuldades de suas equipes promoveram as substituições possíveis em ambos os lados. No Paraná, as jogadas laterais não fluíam e a centralização da jogada não permitia conclusões objetivas, visto que o Avaí bem posicionado só aguardava o apito final do árbitro para comemorar sua primeira vitória na competição.
Os 4.372 torcedores mostraram insatisfação com o futebol apresentado em campo e muitos ecoaram o pedido de contratação de jogadores ao término da partida.
Agora, o Paraná precisa absorver rapidamente o resultado negativo na abertura do campeonato, pois terá dois jogos fora de seus domínios.
O treinador vitorioso Silas destacou a competência de conclusão e a marcação do Avaí. “Eu falei para os jogadores que a gente ia encaixar uma bola para matar o jogo”, disse.
Para Clênio, do Paraná, a falta de garra do time paranista em alguns momentos da partida foi fundamental para a derrota. “A gente teve alguns minutos da partida que faltou a pegada e a determinação”, frisou. Entretanto, o atleta pede calma ao torcedor paranista e chama a atenção por ser início de competição. “Aqui tem homens de grande porte, e eu tenho certeza que a equipe não vai se abater. Vamos buscar uma vitória fora de casa”, destacou.
A necessidade de mudança de atitude é uma necessidade atual do Paraná, foram as palavras que resumiram o ocorrido na partida para o zagueiro Luis Henrique do Paraná. Ele afirma que o time precisa repetir os bons jogos do Paranaense e da Copa do Brasil e espera uma vitória no próximo jogo (Fortaleza). O Jogador alerta que o gol no início do jogo desestabilizou a equipe tricolor. “A equipe não esperava tomar o gol da forma que tomou, foi um balde de água fria”, disse. Essa é a mesma opinião do treinador Bonamigo, que complementou: “tomamos um gol que psicologicamente abateu alguns atletas”. “Hoje nós ficamos devendo em termos de estratégia, tentamos fazer uma blitze inicial pra cima do adversário, mas não deu certo”, ressaltou.
O treinador disse que o Avaí tomou conta do meio de campo e, somado a isso, o fator determinante foi à incompetência de seu time nas finalizações. “Tivemos pouca agressividade na hora de finalizar”, ressaltou. Bonamigo ressaltou a necessidade de recuperar os atletas rapidamente e, também, poder utilizar os atletas contratados que estão buscando um melhor condicionamento físico. “Com certeza para o próximo jogo estaremos mais fortalecidos”, afirmou.
Abs,

terça-feira, 6 de maio de 2008

"Futebação 06-05-08 - Justo?"

Impunidade e Insatisfação foram as palavras que marcaram o julgamento desta noite (06/05) do processo nº 11/2008, envolvendo o confronto entre Internacional e Paraná Clube, pela Copa do Brasil, no dia 23 de abril de 2008. O processo foi julgado pelo Auditor Relator Dr. Wladimir Cassani e pelo Presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Dr. Otacílio Araújo, tendo sido iniciado às 17h30 e encerrado às 19h45.
“Você é um bandido roubando a gente”, frase dita pelo preparador físico do Paraná, Solivan Dalla Valle, enfatiza bem o que foi o jogo arbitrado por Wagner Tardelli. Assim, na conturbada partida, o Paraná Clube foi lesado quando o atleta Ângelo levou cartão vermelho direto por entrar com um carrinho frontal na canela direita de seu adversário. Houve concentimento, por parte de cronistas e pessoas envoltas ao futebol, de que o cartão mostrado não condizia com o lance, isto é, foi um tanto exagerado. Cerca de dez minutos depois, foram expulsos diretamente os atletas Joelson do Paraná e Sidnei do Internacional. Isso porque o árbitro, chamado pelo assistente número um, soube que o primeiro empurrou com o cotovelo o oponente na altura de sua boca, e este, logo revidou com outro empurrão na altura do peito. O árbitro no julgamento disse que no caso do jogador colorado Magrão, que fez falta idêntica a de Ângelo do Paraná, não observou o lance por estar mal posicionado em campo e verificando as imagens do VT afirma que era lance para expulsão.
Decisão:
Ângelo Ricardo Versari (Ângelo) e e Joelson Santos da Silva (Joelson), ambos do Paraná, terão de cumprir as suas penas no Campeonato Brasileiro da Série B, contra o Avaí (primeiro jogo) e Fortaleza (segundo jogo). O primeiro pelo artigo 254 do CBJD (Praticar jogada violenta), o segundo pelo artigo 255 do CBJD
Já o atleta Sidnei, do Internacional, está fora do jogo de ida contra o Sport, pela Copa do Brasil e (Márcio) Magrão, artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário ou companheiro de equipe), está fora dos jogos de ida e de volta da mesma competição.
O STJD decidiu suspender por 45 dias o preparador físico do Paraná, Solivan Dalla Valle, por infração ao artigo 187 II do CBJD (Ofender moralmente - árbitro ou auxiliar em função), pegando um gancho de 45 dias. E absolveu, surpreendentemente, o árbitro da partida Wagner Tardelli, quanto a imputação ao artigo 266 do CBJD (Deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida, prova ou equivalente, ou fazê-lo de modo a impossibilitar ou dificultar a punição de infratores, deturpar os fatos ocorridos ou fazer constar fatos que não tenha presenciado), que tem como pena suspensão de 30 a 180 e 60 a 360 dias de suspensão. Porém o árbitro praticou todos os atos falhos, e foi estranhadamente absolvido por unanimidade.
OBS: Todos os demais jogadores e o preparador físico paranista foram sujeitos as sanções (penalidades) impostas pelo STJD. Entretanto, Wagner Tardelli passou isento de punição.