quarta-feira, 5 de março de 2008

Época de Glórias

Origem

Pensando sobre o que escrever, matutei por alguns minutos e tive a idéia de falar sobre os brasileiros que tanto prestaram serviço na Fórmula 1, pincelando rapidamente alguns fatos de destaque.
Em 13 de maio de 1950, no Circuito de Silverstone, na Inglaterra, ocorreu o primeiro grande prêmio organizado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). As competições era disputadas em poucos circuitos, e os grandes momentos de acirradas disputas perpassavam os limites dos carros pouco potentes. Em 1954, surge o primeiro grande ídolo do esporte, o piloto argentino Juan Manoel Fangio tornou-se tricampeão mundial, um marco na história do automobilismo.

Marketing e Política Empresarial

Na década de 60 com o aprimoramento dos veículos, adotou-se o motor traseiro com 4 válvulas por cilindro. Essa época iniciou o patrocínio e a propaganda no ciclo automotivo da Fórmula 1. A Lotus fechou um contrato com uma indústria de tabaco. Mas, nessa época foi dado maior valor a segurança dos pilotos, com capecetes que cobriam toda a cabeça do piloto e os macacões antichamas, aprimoramentos na segurança em razão do grave acidente que sofreu o piloto Jackie Stewart, quando ficou preso entre o motocoque e o volante, com a chegada de dois pilotos que desparafusaram os volantes, nada de grave ocorreu. Entretanto foi a década das mortes.
No período da década de 70 aliou-se a técnica e o desempenho dos pilotos e equipes com o lado comercial. Os proprietários dos circuitos obtinham toda vantagem comercial, além do controle das receitas das equipes e da política da sub-comissão esportiva da FIA. No ano de 1977, a Renault dá o ar da graça ao maior espetáculo do automobilismo. Em 1979, Bernie Ecclestone foi escolhido pela FIA para administrar e controlar os direitos de transmissão da TV.

Feras das Pistas

No período dos dez anos seguintes, com o enfraquecimento da Lotus e Ferrari, a McLaren e a Willians ocupam o espaço deixado. A década de 80 é sem duvida uma das mais esplendorosas e de nostalgia aos adeptos do esporte. Nelson Piquet conquista seu tricampeonato em 87, Gilles Villeneuve fez ótimas corridas e faleceu vitimado por uma acidente, Keke Rosberg conquistando o campeonato com apenas uma vitória e Alain Prost em 1985 garantiu o título, sem dúvida reinaram e foram detentores de vários titulos e disputas de tirar o fôlego. Mas nos meados de 84 e 85 surgiu um dos melhores e mais impressionantes pilotos brasileiros, Ayrton Senna que viera a travar embates emocionantes com seu companheiro de equipe anos depois, Alain Prost - "rival", na Willians.

Fim de Senna e a expressão do automobilismo brasileiro

Os anos 90 foram essenciais para que Senna conquistasse seu espaço, com vitórias em 1990 e 1991. Em 1991, também, surge um dos maiores recordistas na Fórmula 1, Michal Schumacher. Mas o ano de 1994 deixou marcas profundas com a morte de Senna, que bateu violentamente na curva da Tamburello, quando abria vantagem com sua Willians sobre Schumacher. Assim às 13h40, no horário brasileiro, os patriotas e que foram conquistados com a audácia do mágico das pistas se calaram e perplexos olhavam as repetições do acidente e choravam como crianças, sabendo que perderam um ícone do esporte, porém parecia que um ente querido havia sido perdido, pelo carisma que Senna tinha. Assim, abria-se espaço para outro campeão, Michael Schumacher que conquistou seu bicampeonato em 1995.

Era Schumacher

Entre 2000 e 2004, o alemão Michael Schumacher conquistou cinco campeonatos seguidos. Surgiam Juan Pablo Montoya na Willians e Kimi Räikkönen na McLaren (Hoje na Ferrari), mas não foram eficientes pra tirar o brilho do ferrarista. Em 2005 e 2006, Fernando Alonso conquistou o bicampeonato espanhol, pela Renault. No ano de 2005, mais um triste episódio para os brasileiros - sem mortes -, Rubens Barrichelo deixou Michael Schumacher passar antes da bandeirada final, em razão do pedido da equipe italiana, a credibilidade do brasileiro caiu e sua derrocada foi questão de dias, ganhando apelidos de "bundão" e "Rubinho Pé de Chinelo". Schumacher foi em 2006 o melhor piloto do certame e se despediu das pistas, no mesmo ano Felipe Massa substituiu Rubens Barrichelo e conquistou seu primeiro GP, dando esperanças.
No ano passado vimos uma nova fera surgindo, Lewis Hamilton, mas teve se brilho ofuscado pela imaturidade nas últimas corridas perdendo o campeonato para Kimi Räikkönen, na última corrida no GP do Brasil. Uma das temporadas mais emocionantes com três pilotos podendo conquistar o campeonato.

Será que o Brasil tem vez ainda na F1?

Agora em 2008, só nos resta aguardar por bons momentos de Nelsinho Piquet e Felipe Massa, já que Rubinho Barrichelo nunca teve ambições na competição e está em fim de carreira. Boa sorte, Brasil! O interesse dos brasileiros pela F1 diminuiu ao longo dos anos, conseguiremos retomar o brilho brasileiro de treze anos atrás?

Postei uma nova enquete, ao lado direito, para quem quiser dizer qual foi o melhor piloto da Fórmula 1.

Abraços,

Gabriel Bozza

Um comentário:

Jadson André disse...

Acredito que os "anos de ouro" do automobilismo para os brasileiros ficaram mesmo nos , agora, longincuos 80 e meados de 90.
Quem sabe, agora, com uma derrocada de Nelsinho e Massa agente possa sorrir de novo e flertar com este esporte tão impressionante e emocionante.
MAs, assim, minha opinião é a seguinte... podemos ter ótimos pilotos e ter elissimas vitórias, mas como foi na era Piquet e Senna, ah, não vai ser a mesma coisa!! isso é uma certeza!

abraço ao Gabriel!